Improvisadas, cerimônias são realizadas até por videoconferências; regras para casamento foram simplificadas na lei Marcial
No final da manhã, uma fila já se forma do lado de fora de um escritório de registro na parte ocidental de Kiev, na Ucrânia. Alguns dos que esperam estão vestindo roupas casuais, mas algumas das mulheres vestem branco e carregam buquês de flores.
Este não é o cenário de casamento dos sonhos de quase ninguém, no entanto, é muito popular em uma terça-feira qualquer em julho.
Quando chega a vez de Vlada e Ivan, ela, em um vestido branco rendado, sussurra para seu futuro marido, enquanto os dois andam de mãos dadas: “toda a minha vida levou até esse dia”.
Ivan, um massagista terapêutico que virou médico do exército, usou seu único dia de folga da linha de frente de batalha em junho para fazer o pedido de casamento; este mês, ele conseguiu escapar por pouco tempo para se casar com a sua namorada, com quem está junto há um ano. O casal pediu para a reportagem não informar seus sobrenomes, por razões de segurança.
“O procedimento em si tornou-se mais fácil durante a lei marcial. Foi mais difícil para mim chegar aqui do que me casar”, disse Ivan à CNN.
A arquiteta Vlada e Ivan fazem parte do que, curiosamente, parece ser um surto dos casais da Ucrânia. Por lá, casais com pelo menos um membro servindo nas forças armadas estão se casando em um curto espaço de tempo. Em partes, isso ocorre graças à lei marcial, que removeu o período de espera de um mês entre a notificação às autoridades sobre a intenção de casar e o próprio casório. A mudança permite que os casais militares oficializem seus relacionamentos com o tempo limitado que têm.
“Agora, estamos vivendo um momento muito perigoso, e talvez as pessoas que estavam planejando amanhã, depois de amanhã, ou em um ano para se casar, perceberam que estamos vivendo hoje, aqui e agora. Talvez esteja aí o motivo da decisão”, diz a oficial de casamento Oksana Poberezhets à CNN, de uma sala iluminada onde realiza as cerimônias sem luxos.

Comentários
Postar um comentário